ST 28 - Governo das Gentes nos Impérios ibéricos da Época Moderna (séculos XV a XIX): concepções, práticas e estratégias

Autores

Ana Tereza Landolfi Toledo

Mestre (Univerdidad de Salamanca) Mestranda em História (UFMG)

UFMG

landolfiat@gmail.com

Natália Ribeiro Martins

Mestre (UFJF) Doutoranda (UFMG)

UFMG

nribeiro.his@gmail.com

Thaís Tanure de Oliveira Costa

Mestranda (UFMG)

UFMG

ttanure@gmail.com

Ementa

Esta proposta é fruto do grupo de estudos “Governo das Gentes nos Impérios ibéricos da Época Moderna”, nascido a partir da iniciativa de alunas da Pós-Graduação e Graduação da UFMG, e coordenado pela Prof.a. Adriana Romeiro. Seu intuito é fazer surgir um espaço de debates agregador, capaz de ir além dos nossos encontros, para alcançar pesquisadores de diversas instituições do país e criando assim novas questões, objetivos e hipóteses para a temática.
A historiografia sobre os Impérios ibéricos da Era Moderna esteve, por muito tempo, baseada em uma visão conceitualmente aristocrática e estadualista, que buscava, de um lado, reafirmar uma precoce constituição daquelas monarquias nos moldes de “Estados absolutistas”, e, de outro, privilegiar tópicos como os da centralização, do fortalecimento da figura do rei e da eficiência do direito oficial. Nas últimas décadas, na esteira dos trabalhos de António Hespanha e Perry Anderson, para citar alguns exemplos, os historiadores têm buscado enfatizar o dinamismo das práticas políticas e as especificidades das mais diversas estratégias e negociações empregadas pelas gentes, engendrando uma pluralidade de abordagens e possibilidades de pesquisas em torno não só da questão do “bom governo”, mas também das ilegalidades e outras práticas contrárias ao costume.
Norteados por tais considerações, propomos, neste Simpósio, congregar pesquisadores interessados nos debates acerca da noção de “bom governo das gentes” verificados nos Impérios ibéricos e suas difusões no mundo Atlântico. Da mesma forma, desejamos tornar pauta a questão das instituições e suas formas de poder e governação, sejam elas no âmbito religioso – como a Igreja, as Ordens Religiosas e o Santo Ofício –, político e jurídico do Antigo Regime e do direito costumeiro, em tempos de estabilidade ou em tempos de crise.
Nossas discussões não se restringirão ao âmbito administrativo e político, à medida que também pretendemos abarcar debates concernentes aos mecanismos institucionais e as práticas culturais, religiosas e sociais dos diferentes agentes e suas possíveis adaptabilidades nos mais longínquos espaços e, ainda, as estratégias políticas, culturais e econômicas de sustentação da lógica imperial. O Simpósio também acolherá a temática dos “desgovernos”, das instabilidades, heterodoxias e venalidades, as práticas sociais das ilicitudes e alterações da ordem e das dinâmicas dos projetos políticos e mercantis em disputa no recorte proposto.


Programação das mesas

Mesa 1 - Sala 3010 8 de Maio de 2017 as 13:00 até 15:30
Autores Titulo
Michelle Samuel da Silva
Normas e Práticas governativas no Estado do Brasil: um estudo sobre as relações entre Governo-Geral e poderes locais nas capitanias do Rio de Janeiro e Pernambuco (1663-1682)
Maiara Muniz
Aspectos da administração portuguesa na capitania de Goiás no início do período pombalino.
DAVID DA SILVA CARVALHO
Diário do demarcador: uma introdução - A segunda subdivisão de limites espanhola e a narrativa sobre os grupos nativos 1783 - 1801
Júlia de Cássia Silva Cassão
Felisberto Caldeira Brant: do contrato ao descaminho dos diamantes (1749-1753)
Mesa 2 - Sala 3010 8 de Maio de 2017 as 15:30 até 17:30
Autores Titulo
Ana Alvarenga de Souza
Entre a escravidão e a liberdade: a luta social dos confrades crioulos
Beatriz Nowicki Galera
Fé e governo: os Bispados de Angola e Bahia e a administração dos escravos no século XVIII
Cristiane da Rosa Elias
Arte da Língua de Angola (1697); uma gramática de língua quimbundo produzida no Brasil.
Natália Ribeiro Martins
Um cristão-novo pelo Atlântico: os negócios de Francisco Antônio Henriques em Castela, Angola e América portuguesa (1670-1709)
Mesa 3 - Sala 3040 10 de Maio de 2017 as 14:00 até 17:00
Autores Titulo
FILIPE DURET ATHAIDE
A crise de sucessão portuguesa de 1578-1580 e a teoria da eleição dos povos
Pedro Hermes de Oliveira
Filipe II e a União Ibérica - um sonho realizado
Talita de Jesus Noronha Sanchez
A iconografia como fonte de pesquisa para a Época Moderna: gravuras na Restauração de Portugal (1640-1668)
Thiago Bastos de Souza
A conquista do vice-reino da Nova Granada: um cotejo entre a recopilación historial de Frei Pedro de Aguado e os papéis da Audiencia de Santa Fe
Débora Cristina dos Santos Ferreira
Para a conservação desta Fronteira: D. António Rolim de Moura e a defesa da Capitania de Mato Grosso
Mesa 4 - Sala 2076 12 de Maio de 2017 as 13:00 até 15:00
Autores Titulo
Bernardo Manoel Monteiro Constant
Uma Questão de Desordem: as Visitações do Santo Ofício à América Portuguesa e as Práticas Mágicas Populares (séculos XVI-XVII)
Marcus Vinicius Reis
"Porque tudo as pessoas folgavam de saber": Relações de gênero, práticas "mágico-religiosas" e universo inquisitorial no processo de Brites Marques.
Angelo Adriano Faria de Assis
Governos das gentes através da fé: Inquisição e resistência no mundo luso-brasílico (séculos XVI-XVII)
Aieska Pandolfi Monfardini
A DEMONIZAÇÃO FEMININA: UMA HERANÇA MEDIEVAL NO RETRATO INQUISITORIAL EM TERRAS LUSO-AMERICANAS (1591-1595).
Mesa 5 - Sala 2076 12 de Maio de 2017 as 15:00 até 17:30
Autores Titulo
Luiz Fernando Rodrigues Lopes
Revés e frustração: postulantes a agentes inquisitoriais rejeitados pelo Santo Ofício
Juliana Torres Rodrigues Pereira
A reforma tridentina em Portugal: D. Frei Bartolomeu dos Mártires e o Cabido da Sé de Braga (1564-1582)
Thaís Tanure de Oliveira Costa
Penitência, utilidade e contradição: considerações sobre o degredo de escravizados pela Inquisição no Império Português.
Rudney Avelino de Castro
Julia Calvo
Presença Judaicas nas minas oitocentista: rastros e esquecimentos na cidade de Sabará

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