MC 07 - Introdução à Paleografia Portuguesa Moderna

Autores

Ludmila Machado Pereira de Oliveira Torres

Mestranda

Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG

ludmila.machadopereira@gmail.com

Igor Tadeu Camilo Rocha

Doutorando - bolsista CAPES/PROEX

Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG

igortcr@gmail.com

Ementa

Este minicurso pretende oferecer uma introdução aos princípios da paleografia e da diplomática portuguesas, exercitando a habilidade de ler e compreender documentos da época moderna, transcrevendo-os de acordo com as Normas Técnicas para Edição e Transcrição de Documentos Manuscritos.No ofício do historiador, a leitura e a transcrição paleográfica são fundamentais. Primeiramente, pelo seu caráter propedêutico: o de possibilitar o acesso direto às fontes de pesquisa, sem depender da publicação de transcrições e/ou comentários. Além disso, podem se constituir como campo de atuação profissional e como fonte de renda para aqueles que as dominam.
Este minicurso se destina, portanto, a estudantes e profissionais ligados à área de História, além de outras áreas que trabalham diretamente com fontes manuscritas em língua portuguesa produzidas entre os séculos XVI e XIX, com diferentes níveis de experiência.

Metodologia:

Em um primeiro momento, abordaremos os aspectos gerais da paleografia, destacando as origens do campo, seu significado e divisões. Em seguida, veremos os principais tipos caligráficos na paleografia portuguesa medieval e moderna, com exemplos e explicações das variações encontradas. Passaremos então aos manuais caligráficos do século XVIII.
Abordaremos mais detalhadamente, através de exemplos práticos, as principais dificuldades na leitura paleográfica, expondo as técnicas utilizadas bem como possíveis recursos para auxiliar na compreensão do documento. Trabalharemos ainda, sucintamente, noções de braquigrafia, ou seja, dos sistemas de abreviações.
No decorrer do minicurso, trataremos de noções de arquivística aplicadas à pesquisa histórica, uma vez que a leitura documental implica também na compreensão do contexto de produção daquela fonte. Almeja-se aliar à transcrição paleográfica a discussão do contexto sociocultural dos documentos apresentados. Por fim, realizaremos uma série de exercícios de transcrição paleográfica com variados níveis de dificuldade, observando as normas técnicas de edição.


Cronograma das atividades:

8 horas/aula

Bloco 1 - Noções Introdutórias (2h/a):
Introdução à paleografia; Os principais tipos caligráficos na paleografia portuguesa medieval e moderna; Os manuais caligráficos do século XVIII.

Bloco 2 - Noções Introdutórias (2h/a):
Principais dificuldades na leitura paleográfica, técnicas e recursos; Introdução à braquigrafia; Noções de arquivística aplicadas à pesquisa histórica; Transcrição paleográfica e normas técnicas de edição.

Blocos 3 e 4 (2h/a cada):
Exercícios de leitura e transcrição.

Bibliografia

ACIOLI, Vera Lúcia Costa. A Escrita no Brasil Colônia: Um guia para leitura de documentos manuscritos. Recife: Fundação Joaquim Nabuco / Massangana, 1994.

BERWANGER, Ana Regina; LEAL, João Eurípedes Franklin. Noções de Paleografia e Diplomática. Santa Maria: Centro de Ciências Sociais e Humanas-UFSM, 1991.

BLUTEAU, Raphael. Vocabulario portuguez & latino: aulico, anatomico, architectonico(...). Coimbra: Collegio das Artes da Companhia de Jesus, 1712 - 1728. 8 v. Disponível em: . Acesso em novembro de 2063.

COSTA, Avelino Jesus da. Álbum de Paleografia e Diplomática Portuguesa. Coimbra: Universidade de Coimbra, 1976.

DIAS, João José Alves; MARQUES, A.H. de Oliveira; RODRIGUES, Teresa F. Álbum de Paleografia. Lisboa: Estampa, 1987.

FACHIN, Pablo Roberto Marchis. Descaminhos e dificuldades: leitura de manuscritos do século XVIII. Goiânia: Trilhas Urbanas/FAPESP, 2008.

FERREIRA, Tito Lívio. A Paleografia e as suas Dificuldades. Boletim do Departamento de Arquivo do Estado de São Paulo, v. 10, fev. 1953. p. 165-199.

FIGUEIREDO, Manuel de Andrade de. Nova escola para aprender a ler, escrever, e contar: primeira parte. Lisboa Occidental: Officina de Bernardo da Costa de Carvalho, 1722. Disponível em: . Acesso em dezembro de 2016.

FLEXOR, Maria Helena Ochi. Abreviaturas: Manuscritos dos séculos XVI ao XIX. 3. ed. rev. aum. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2008.

LEAL, João Eurípedes Franklin. Glossário de Paleografia. Rio de Janeiro: Associação dos Arquivistas Brasileiros, 1994.

LIMA, Yedda Dias. Leitura e transcrição de documentos dos séculos XVI ao XIX. São Paulo: ARQSP/Arquivo do Estado, 2000.

MEGALE, Heitor; TOLEDO NETO, Sílvio de Almeida (Orgs.). Por Minha Letra e Sinal: Documentos do ouro do século XVII. Cotia: Ateliê Editorial/ FAPESP. 2005.

NORMAS Técnicas Para Transcrição e Edição de Documentos Manuscritos. Disponível em: . Acesso em novembro de 2063.

SILVA, Antonio Moraes. Diccionario da lingua portugueza: recompilado dos vocabularios impressos ate agora, e nesta segunda edição novamente emendado e muito acrescentado, por ANTONIO DE MORAES SILVA. Lisboa: Typographia Lacerdina, 1813. Disponível em: . Acesso em novembro de 2016.

PINTO, Luiz Maria da Silva. Diccionario da Lingua Brasileira por Luiz Maria da Silva Pinto, natural da Provincia de Goyaz. Na Typographia de Silva, 1832. Disponível em: . Acesso em novembro de 2016.

  • Locais e datas

    • 10 de Maio de 2017
      08:00 - 11:50

      Sala 3036

    • 11 de Maio de 2017
      08:00 - 12:00

      Sala 3044

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